Os alunos: Daniele Roberta Paz, Anair Silva Rosa, Oraceli Rosa, Marcos Telles, Ismar Machado e Felipe Biernaski, irão participar (como delegados) da II Conferência Estadual da Igualdade Racial nos dias 22 e 23 de maio de 2009 em Porto Alegre bem como refletindo sobre o tema Nacional: "Avançõs, Desafios, e Perspectivas da Politica Nacional da Promoção da Igualdade Racial" com ênfase nas políticas públicas para os afros- brasileiros, os povos indígenas, as populações ciganas, no diálogo palestino e israelita e nas reflexões sobre igualdade na diversidade no Brasil que estará em discussão noa II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial,de 25 a 28 de junho de 2009 no Distrito Federal.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Mito da Caverna
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
LIBERTAÇÃO?
Libertação?
Giani Marcos Pitol[2]
Aos 13 de maio de 1888 foi promulgada a conhecida Lei Áurea, pela princesa Isabel, no intuito de libertar os negros da condição de escravos. Libertava-os das mãos de seus senhores, mas os jogava em uma condição social de desprezo e refutação vinda daqueles que se contrariavam aos ideais abolicionistas, defendidos ardorosamente pela princesa Isabel, que se revelou magna defensora dos negros, usando muitas vezes de seu próprio dinheiro para pagar alforrias e sustentar quilombos cariocas. Nas três vezes em que esteve à frente da regência do país, é que foram promulgadas importantes leis que contribuíram para o fim da escravatura no país.
No entanto, a assinatura da Lei Áurea não criou condições necessárias de vida digna para os escravos favorecidos por esta lei. De um momento para outro passaram a ser livres e não mais propriedades de seus senhores. Significou também a desestruturação do sistema econômico dos fazendeiros, pois a mão escrava era o que movimentava a produção do café, a operação dos engenhos, o cultivo do algodão e as fazendas de gado. Abandonados a própria sorte, os negros passaram a constituir as camadas de marginalizados e desfavorecidos da sociedade brasileira. Sem qualquer qualificação profissional ou educação, o preconceito tornou-se ainda mais forte e lei ou projeto algum se preocupou com a reintegração dos negros à sociedade. Criaram-se, assim, as primeiras favelas de nosso país, e para o seu sustento, os negros passaram a viver de trabalhos esporádicos e geralmente braçais.
A escravidão no Brasil representa uma sangrenta marca na curta vida do país. Em pouco mais de “500 anos de descoberta” o país conta com mais de trezentos anos de escravidão e exploração dos negros, índios, mulatos e tantos outros seres humanos sujeitados às deploráveis condições humanas.
Em dezembro de 1985 foi sancionada, pelo presidente José Sarney, a Lei nº 7.437, chamada Lei Caó, que criminaliza qualquer ato de preconceito de raça, cor, sexo ou estado civil. Esta lei dá nova redação à Lei nº 1.390, chamada Lei Afonso Arinos, promulgada pelo presidente Getúlio Vargas.
A criminalização de atos de preconceito de raça ou cor ainda revela marcas que permanecem na história do país. Passados quase 25 anos de sua promulgação ainda é freqüente o conhecimento de desfavoráveis situações em que negros, índios, mulatos são discriminados por causa de sua cor. Cabe a nós conhecedores destas leis e de seus textos fazer com que sejam exercidas, para que possamos construir a tão almejada sociedade igualitária, de direitos humanos.
[1] Trabalho apresentado para o Projeto de Produção de Crônicas Filosóficos.
[2] Acadêmico do III semestre do curso de Bacharel em Filosofia - IFIBE.
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
NO BANCO DA PRAÇA
No banco da praça
Caroline de Cássia Secchi 2]
Ontem era pra ser apenas mais um final d’aqueles dias,
quando sentei no banco da praça
pra esperar o busão como a maioria.
Mas, enquanto o ônibus não passa,
ao meu redor vi coisas que não gostaria;
Racismo pra mim era tema de ficção,
naqueles minutos ali parada,
percebi que fora da televisão o negro ainda é discriminado.
O primeiro não tinha mais que vinte cinco,
ao se aproximar das pessoas, na parada,
elas reagiram por instinto,
se esquivarem de quem não faria nada.
E como se não bastasse, antes do meu ônibus passar,
apareceu aquela senhora negra, de aparência cansada,
vi as pessoas mudarem o olhar,
vi a mulher se sentindo rejeitada.
Foi assim que começou minha reflexão...
O racismo também é silencioso,
o preconceito é, de certo modo, escravidão,
e quando agride a alma deve ser muito doloroso.
Os negros quando chegaram aqui,
contribuíram para o Brasil crescer deste jeito,
e a nossa maneira de retribuir,
foi negar-lhes os mesmos direitos.
Caí na realidade,
em poucos minutos sentada no banco.
O racismo vive na sociedade,
por isso, os “Jacksons” desejam ser brancos.
Direitos são direitos, são pra todos os humanos,
e muito mais os negros têm que reivindicar.
Amanhã, mais nos falamos,
que meu ônibus chegou, vou pegar...
[1] Crônica apresentada ao Instituto Superior de Filosofia Berthier, tendo em vista o projeto crônicas filosóficas.
[2] Acadêmica do primeiro ano do primeiro semestre do Curso de Bacharelado em Filosofia do Instituto Superior de Filosofia Berthier – IFIBE.
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
ATÉ QUANDO?
A escravidão ocorreu de diversas maneiras no decorrer dos séculos, mancha a história da humanidade e fere incondicionalmente os direitos humanos. Contudo, até o século XIX, foi considerada a melhor alternativa para a obtenção de mão-de-obra barata. Dessa forma, o Brasil foi marcado desde o início de sua colonização pela escravização, sendo que, os negros foram os mais prejudicados. Afinal, eram submetidos à condições sobre-humanas, principalmente durante o seu transporte em navios.
Somente em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, precedida pela Lei do Ventre Livre e pela Lei dos Sexagenários, o Brasil “livrou-se” da escravidão. No entanto, os escravos foram libertados sem que fossem garantidos direitos essenciais para a sua sobrevivência, bem como o acesso a um lugar em que pudessem morrar e trabalhar para conseguir o seu sustento. Com isso, será que a Lei Áurea foi tão resplandecente quanto indica o nome? Creio que uma lei que sequer garante os mínimos direitos inerentes a todo ser humano não é repleta de boas intenções. Logo, constata-se que o negro foi libertado do trabalho escravo para viver na miséria e ser privado dos direitos de um cidadão.
Noventa e sete anos depois a Lei CAÓ foi outorgada visando mudar esta situação. Dessa modo, a discriminação tornou-se sujeita a penas que determinam a prisão ou o pagamento de multa. É uma lei apreciável, entretanto limitada, e, muitas vezes, arraigada apenas à teoria, pois não promove a existência de uma sociedade que viva em harmonia. Porém, uma relação social harmoniosa não significa a abdicação da cultura própria de um povo, o que seria proselitismo, mas implica no reconhecimento de que todo ser humano é um ser de direitos.
Por fim, devido à sua força de vontade o negro vem, ano após ano, superando os obstáculos impostos a fim de conquistar o respeito merecido, cujo pano de fundo é a igualdade. Todavia, tanto negros quanto brancos continuam sendo escravos. Talvez não com tamanha intensidade e crueldade como antigamente, embora ainda hajam resquícios deste tipo de subjugação. Enfim, escravos de uma sociedade que presa pelo ter e finda a harmonia.
[1] Crônica apresentada ao Instituto Superior de Filosofia Berthier, tendo em vista o projeto crônicas filosóficas.
[2] Acadêmico do primeiro semestre do curso de Filosofia do Instituto Superior de Filosofia Berthier.
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
Onde você guarda seu racismo?
Pesquisas apontam que mais de 85% dos brasileiros afirmam existir racismo no Brasil. No entanto, menos de 5% destes se consideram racistas. Se não somos racistas como existe racismo no Brasil? Se vivemos num país onde as pessoas não são discriminadas pela sua raça ou cor da pele, por que a existência da lei CAÓ, sistema de cotas e programas de ações afirmativas? Sabemos que metade da população brasileira é formada por negros ou afro-descendentes. Mas, por que não estamos em mesma proporção em todos os setores sociais e continuamos a ser a maioria nas classes marginalizadas? Será que esta é uma opção dos negros ou são atos de racismo? Infelizmente nós negros não sofremos apenas atos de racismo ostensivo; aqueles são praticados por atos intencionais, explícitos, demonstrados e agressivos. Nós, também, sofremos o racismo estrutural que não é visível, que ninguém sabe explicar e que é de fundo “cultural”. É aquele que já está naturalizado no imaginário coletivo, aquele que está na origem do fato de não termos Ministros, Chefes de Estados, Reitores negros. No Brasil as posições de mando e o poder são quase que exclusivamente dos que tem pele branca e relacionam naturalmente riqueza e prestígio ao branco. Com que armas vamos lutar contra esse inimigo? E, até quando? Vejo que o racismo no Brasil só será superando quando for visto como um problema social e não apenas de um grupo étnico, quando for discutido por quem comete o racismo e por quem é vitima dele. Talvez assim a desigualdade social no Brasil deixe de ter raça e cor.
Daniele Roberta Paz.
Acadêmica do III semestre do curso de Bacharel em Filosofia - IFIBE.
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
EM BREVE...
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
Dez mandamentos para paz na família
1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a simesmo...2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar umambiente de amor e paz ao seu redor...
3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família,pois a criança aprende brincando, e a diversão aproxima as pessoas...
4. Eduque se filho através da conversa, do carinho e do apoio etome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater...
5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando asmás companhias e diversões que incentivem a violência...
6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com assituações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo...
7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que vocêpensa e ouvindo o que os outros têm para dizer...
8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois asdiferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo...
9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito deser...
10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coraçãoquando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amorque podemos demonstrar...
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
15 de MAIO - DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA
O dia 15 de Maio foi decretado como Dia Internacional da Família pela Assembléia Geral da ONU, através da resolução n0 47/237 de 20 de Setembro de 1993, com o intuito de chamar a atenção de todo o mundo para os direitos e responsabilidades da família, bem como para enfatizar a importância dessa na vida da pessoa.
O dia 15 Maio foi consagrado no ano de 1994, ano em que a comunidade internacional comemorou o Ano Internacional da Família que visava atrair a sociedade para os problemas familiares, e a melhora da capacidade institucional para enfrentá-los, através de políticas globais.
Os principais problemas que chamam a atenção para a ação dos poderes públicos são: alterações das estruturas familiares, envelhecimento da população, aumento das migrações, pandemia da AIDS, globalização.
A AIDS foi um dos temas do Dia Internacional da Família, a idéia era chamar a atenção para a forma trágica com que a doença tem afetado as famílias. Quase 5 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV em 2003.
O dia 15 Maio foi consagrado no ano de 1994, ano em que a comunidade internacional comemorou o Ano Internacional da Família que visava atrair a sociedade para os problemas familiares, e a melhora da capacidade institucional para enfrentá-los, através de políticas globais.
Os principais problemas que chamam a atenção para a ação dos poderes públicos são: alterações das estruturas familiares, envelhecimento da população, aumento das migrações, pandemia da AIDS, globalização.
A AIDS foi um dos temas do Dia Internacional da Família, a idéia era chamar a atenção para a forma trágica com que a doença tem afetado as famílias. Quase 5 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV em 2003.
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
13 de MAIO -
A escravidão pode ser definida como o sistema de trabalho no qual o indivíduo (o escravo) é propriedade de outro, podendo ser vendido, doado, emprestado, alugado, hipotecado, confiscado. Legalmente, o escravo não tem direitos: não pode possuir ou doar bens e nem iniciar processos judiciais, mas pode ser castigado e punido.
No Brasil, o regime de escravidão vigorou desde os primeiros anos logo após o descobrimento até o dia 13 de maio de 1888, quando a princesa regente Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como Lei Áurea, libertando os escravos.
A escravidão é um capítulo da História do Brasil. Embora ela tenha sido abolida há 115 anos, não pode ser apagada e suas conseqüências não podem ser ignoradas. A História nos permite conhecer o passado, compreender o presente e pode ajudar a planejar o futuro. Nós vamos contar um pouco dessa história para você. Vamos falar dos negros africanos trazidos para serem escravos no Brasil, quantos eram, como viviam, como era a sociedade da época. Mas, antes disso, confira o texto da Lei Áurea, que fez com que o dia 13 de maio entrasse para a História.
"Declara extinta a escravidão no Brasil. A princesa imperial regente em nome de Sua Majestade o imperador, o senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua majestade o imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dado no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.
Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara.
Para Vossa Alteza Imperial ver".
O Centro Acadêmico João Berthier – CAJOB – nascido no ano de 1958, é um espaço de representação acadêmica do IFIBE. Esse espaço fará mercê as ações promovidas pelo CAJOB, bem como um incentivo à publicação de textos de acadêmicos e outros textos que, também, merecem atenção e reflexão na sua especificidade.
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